Gírias Mudando Significados
April 12th, 2006Certamente você já ouviu falar de Stephen King, autor de livros consagrados como Carrie, Cemitério Maldito, Louca Obsessão, A Hora da Zona Morta, Eclipse Total, À Espera de um Milagre e dos contos Conta Comigo, O Aprendiz, Um Sonho de Liberdade, Jardim Secreto e o Sobrevivente, todos adaptados para o cinema.
Um de seus maiores sucessos, o livro O Iluminado, guarda uma curiosidade lingüística que pouca gente conhece, mas que serve como bom exemplo de sutilezas.
Quando entregou o manuscrito ao editor, o título sugerido por King foi “Shine” que nos dicionários aparece como luz, brilho, polimento, brilhar, luzir e variantes. Uma breve pesquisa de mercado apontou forte rejeição ao título e a editora solicitou outro nome a Stephen King, ficando então “Shining” como o conhecemos hoje.
Você consegue entender o motivo dos protestos contra “Shine“?
Stephen King conta que na época do lançamento, shine vinha sendo usado nos Estados Unidos como gíria pejorativa para a raça negra, pelo sentido de “refletir luz“, “ser brilhante“. Obviamente, nem o próprio King sabia dessa, mas ao ser avisado pelo editor, mudou logo de opção.




