December 12th, 2007
w00t é uma expressão usada em jogos on-line. Pode significar desde “legal”, “bacana” até comemorações pós-vitórias em arenas ou missões. Ela foi escolhida como palavra do ano pela Merriam-Webster, que está de olho na nova geração de usuários de games e celulares. A palavra é um acrônimo para “we owned the other team” ou “vencemos o outro time”.
Outra teoria diz que w00t veio de whoot, que é a versão antiga de hoot.
Hoot é uma risada daquelas que vêm lá do fundo… o que não deixa de ser uma exclamação de felicidade ou comemoração.
Para quem não percebeu, w00t substitui a letra O pelo número 0. Essa mistura de números e letras é chamada de l33t, ou melhor, leet
. Leet, segundo o artigo, é abreviatura de elite, idéia que começou láaa atrás quando hacker nem era herói de cinema americano.
Você lê na íntegra no portal G1.
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November 27th, 2007
Arrumando uma gaveta, encontrei uma lista de abreviaturas ou abreviações.
Destaco as mais internéticas, que nem todo mundo perceberia o significado:
GR8 = Great (essa é fácil).
i18n ou I18N = internationalization (perceba que a abreviatura usa a primeira e a última letra da palavra e no meio indica o número de letras entre elas). Por mais estranho que pareça, é muito comum. O ideal é usar o “I” em minúscula para diferenciar do “L” em minúscula, mas isso não é muito respeitado.
L10n = localization (parente do anterior) o L em maiúscula você já sabe a razão.
G11N = Globalization (você sabe).
bidi = bidirectional text.
CJK = referência aos idiomas chinês, japonês e coreano (korean).
Pax = passenger
CUL8R = See you later!
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October 10th, 2007
Lendo um texto em espanhol, me deparei com um sentido de estafar que, para minha surpresa, também existe em português. Como o tradutor é um eterno pesquisador e a dúvida de um pode ser a dúvida de muitos, resolvi colocar aqui para vocês.
“La Guardia Civil ha desarticulado por primera vez en España una red de delincuentes que se dedicaban a estafar a través de los teléfonos móviles, que utilizaban como medio para obtener, mediante engaño, datos bancarios de sus víctimas para realizar compras a través de Internet”. Reportagem do El Pais.
Não sei se é pelo ritmo de trabalho, mas a minha primeira associação com estafar é ficar exausto, cansado. Quando você cansa alguém falando um monte de abobrinhas, o uso também está correto. Estafou o amigo com seus problemas. Mas e no texto em espanhol?
Nenhum dos dois sentidos se aplica, certamente. Pelo conteúdo, parece estar relacionado a enganar alguém. Segundo o Diccionario da Real Academia Espanhola, o significado é um pouco mais específico e se refere a ganhar dinheiro enganando os outros. Sabe aquele dinheiro que o seu vizinho pediu emprestado e nunca mais devolveu? Se ele já tinha a intenção do golpe, ele estafou você.
Uma espiada no Houaiss e pronto, o significado esta lá também.
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March 2nd, 2007
Esse foi inspirado no blog de um amigo. Comentando que já podia encontrar caqui nos mercados, foi questionado sobre esse tal de caqui. Quem questionou foi um amigo português, que logo entendeu que caqui (aqui no Brasil) é o dióspiro lá de Portugal. Em inglês, caqui também é chamado de persimmon. Só para explicar, o nome científico do caqui é Dyospiro kaki, por isso os dois nomes mais comuns. Na Itália, ele é conhecido das 3 formas: persimmon, cachi e dióspiro. Assim o feirante não perde a venda de jeito nenhum.
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October 18th, 2006
Uma dos temas de confronto dessa eleição presidencial é a privatização. Uns defendem, outros atacam. Por aqui, aproveitamos a confusão para lembrar que as vírgulas são um perigo. Se é importante conhecer o idioma de origem de um texto, conhecer o português é fundamental.
O ex-presidente Fernando Henrique disse numa entrevista: “Eu não sou contrário à privatização da Petrobrás”. (Lembra quando tentaram mudar para Petrobraz?) A repercussão foi tão ruim que ele inventou uma solução mirabolante e disse que tudo aconteceu por uma transcrição imprecisa. A culpada? A vírgula!
“Eu não, sou contrário à privatização da Petrobrás” – emendou FH, invertendo o sentido da frase.
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October 11th, 2006
Um dos nossos primeiros posts aqui foi sobre a expressão odds and ends. Acabo de me deparar com um sinônimo em uma entrevista da Madonna (coincidências) para a revista Time.
“I’ve been doing bits and bobs about it and I suppose I was looking for a big, big project I could sink my teeth into,” she said, referring to the project in Malawi.
O contraponto que ela faz entre as miudezas, esse “de tudo um pouco” de coisas pequenas, com o big project. Ajuda a reforçar e a entender o significado.
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October 6th, 2006
É curioso como a internet ajuda a globalizar algumas coisas – se é que a palavra globalizar ainda carrega em si algum sentido que não tenha se diluído – e ao mesmo tempo aponta diferenças culturais entre países.
Em uma reportagem do La Nación, vi que se referiam ao Google como el buscador de Internet.
Abri o meu navegador e fiquei pensando: o que é você afinal? (filosófico, não?)
Qual seria a sua primeira opção em uma tradução? Dizer que o Google é um site de busca, um portal de busca ou uma ferramenta de busca? Todos funcionam bem em português, mas eu ficaria com site.
Fui ler então o que o Google dizia de si mesmo em inglês e achei “search engine”.
É interessante pensar também na palavra site que importamos dos EUA. Os países de língua espanhola usam sítio sem o menor problema. Aqui, ele aparece no Houaiss como uma “sugestão” em substituição à palavra site. Tive um professor que escrevia sítio na faculdade, cheguei a adotar a idéia por um tempo, mas acho que essa batalha nós perdemos.
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September 9th, 2006
Nomes de comida são um prato cheio para linguagem. Dependendo do país, elas podem assumir significados dos mais diversos. Aqui no Brasil, por exemplo, chamar alguém de banana é chamar de covarde, ou sem iniciativa. Se aquele vizinho é um maracujá de gaveta, já deve ter passado da flor da idade há tempos. Isso sem falar nos famosos abacaxis ou pepinos de todos os dias.
Consultando o dicionário, BANANA se transforma em uma sigla em inglês que quer dizer “Build Absolutely Nothing Anywhere Near Anyone”. Hum, isso está embananando a minha cabeça. Curioso que, apesar de se aplicar a uma situação diferente (urbanização), não deixa de ter um certo paralelo com o significado em português, sendo uma pessoa que não quer que nada seja feito.
Em inglês, usamos vanilla para falar de algo ou alguém sem graça, comum ou ordinário. Tem também o “say cheese” para tirar fotos, algo como o nosso “olha o passarinho” ou “whisky“, como no filme uruguaio.
E esse papo todo de comida na verdade começou com uma curiosidade chilena. Por lá, quando querem chamar alguém de idiota, ou falar de alguém que está noivando há muito tempo sem casar (veja as semelhanças), chamam essa pessoa de “papas fritas“, a nossa “batata frita”.
Bón apetit.
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April 10th, 2006
A partir de hoje vamos nos encontrar nesse espaço virtual formado por letras e imagens. É engraçado pensar que tudo isso que você está vendo e ainda verá não é exatamente o que parece. Na verdade além do que parece tem ainda mais.
Quando você vê a página bonitinha e arrumada não imagina a quantidade de letras, números e caracteres todos bagunçados e aparentemente incompreensíveis que é necessária para que isso aconteça. Vá em exibir código-fonte, só de curiosidade. É a mágica da transformação. A sua máquina está preparada para entender uma linguagem e transformá-la em outra. Logicamente nós só vemos o produto ou nada faria sentido. Bem, não para mim que desconheço essa linguagem. Mas então como eu, mero mortal, posso me comunicar com a máquina? Como eu posso criar um visual e conteúdo coerente com a minha intenção?
Para isso existe um intermediário, alguém que sabe que aquilo não é um amontoado de caracteres e letras embaralhadas e que esse amontoado possui um sentido por estar daquele jeito, naquela ordem e em nenhuma outra ordem ou jeito que você possa imaginar.
Esse tradutor e intermediário entre a linguagem de web e a nossa linguagem visual é o web designer. Ele consegue me mostrar que < meta http-equiv=“pragma” content=“no-cache” /> possui um sentido e um significado (lendo assim nem parece, não? mas essa página é uma boa prova disso).
Traduzir de um idioma para outro é muito parecido. Além de ter um bom vocabulário é preciso saber que a ordem das palavras gera um significado maior do que as palavras sozinhas (e muitas vezes diferente), e entender que dentro de um livro a frase tem força para criar uma idéia e uma imagem próprias que precisarão ser respeitadas para a compreensão do todo.
Também podemos dizer que traduzir é mergulhar no ritmo do livro, do artigo, do trabalho e encontrar a cadência correta, mais do que a mera tradução das palavras. Isso tudo respeitando o autor, claro, seja o escritor famoso ou o funcionário de uma empresa.
E vamos lá.
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