estado da arte

Deixa algo a desejar

December 19th, 2008

Para quem não conhece a versão em inglês de ‘deixar a desejar‘, copio um pedaço da entrevista que David Louis Edelman concedeu ao blog de ficção-científica Post-Weird Thoughts:

“I am a huge fan of the Dune books. (Frank Herbert’s Dune books, that is. I think the Brian Herbert/Kevin Anderson books leave something to be desired, to say the least.) Herbert was combining so many different ideas in those books — Arab nationalism, sustainable ecology, the Campbellian mythological hero, feudalism in space — that it’s amazing they hang together at all. But they do”.

No mundo da fantasia

November 3rd, 2008

O blog aqui anda parado, mas tem muita coisa legal vindo por aí.
Para ir esquentando, um pouco sobre os debates de tradução na literatura fantástica.
Como vocês devem saber, muito pouco é traduzido para português do Brasil. Quem gosta desse tipo de literatura acaba lendo em inglês, espanhol ou importando de Portugal, acreditem se quiser. Às vezes, quem lê o mesmo livro em duas traduções encontra coisas diferentes, sutilezas. Foi o que aconteceu com o livro Blood of Elves. Espiem lá!
Aproveitando o barco… Também na literatura fantástica, há um gênero chamado Ficção Alternativa. É o famoso “e se?” E se Napoleão tivesse vencido a guerra? E se os fanáticos católicos da Espanha tivessem vencido Elizabeth e a liberdade de escolha… and so on.

Em inglês, a ficção alternativa já ganhou até apelido: é a alt-history, de alternative. Tranquilo. Por uma sorte, lendo o mesmo blog do caso acima, descobri como é o termo em espanhol: ucronía.
Segundo o dicionário da Real Academia Española: 1. f. cult. Reconstrucción lógica, aplicada a la historia, dando por supuestos acontecimientos no sucedidos, pero que habrían podido suceder.

Informações de Jardinagem

November 8th, 2007

Continuando com jornais, dessa vez a parte de Jardinagem do New York Times, chamada Garden Q&A.

Q&A, só para lembrar, significa questions and answers.

De lá, um exemplo muito específico, por isso achei interessante trazer para cá.
Pergunta do leitor: “I am trying to figure out what it means when plant catalogs and garden writers say hardy to Zone 8″.

Resposta: “For reasons unknown, in garden writing, to means through. When a plant is described as hardy to Zone X, it should be able to survive that zone’s average winter low temperature”.

Tradução facilitada

September 25th, 2007

A Warner Filmes declarou que “houve um acidente fatal nas facilidades de efeitos especiais do filme “Batman: the dark knight” (Batman: o cavaleiro das trevas) e que “um técnico que trabalhava no filme morreu quando o veículo em que estava atingiu uma árvore durante os testes de filmagem”.

Novamente, direto da nossa eterna fonte: os jornais.
Ao ler o trecho de notícia acima, você deve se perguntar o que seria um acidente na facilidade de efeitos especiais.
Vamos a engenharia reversa.
Acertou quem pensou em facility. A palavrinha, além de significar facilidade também se refere a instalações ou uma área específica. O acidente ocorreu nas instalações de efeitos especiais, na área onde eles são testados e gravados, provavelmente.

Segundo o Webster, facility se refere a algo que é construído ou instalado para servir a um propósito particular.
Fácil essa, não?
Está aí nossa FX facility.

Você está desclassificado!

July 17th, 2007

É uma construção comum em tempos de terrorismo e paranóias. A liberação de documentos desclassificados… pelo menos nos nossos jornais.
No site G1 há uma notícia sobre o clima de ameaça nos EUA, depois dos ataques terroristas no Reino Unido. Lá pelas tantas, vem o seguinte:
“O documento desclassificado, conhecido como ‘Relatório Nacional de Inteligência’ e compilado pelos 16 órgãos de espionagem americanos, considera a al-Qaeda a ameaça mais perigosa(…)”.

Não é a primeira vez que vejo, então resolvi comentar.
Em inglês, um documento confidencial é um documento classified. O Thesaurus usa como exemplo classified information - informações confidenciais.
O desclassificado aí da notícia nada tem a ver com competições esportivas ou bom conceito na vizinhança.
Provavelmente, o documento era secreto/sigiloso e teve sua divulgação/circulação liberada, tornando-se um documento unclassified.

Is there a Japanese word for “flesh-tube monster”? Apparently, there is.

April 18th, 2007

Ficou curioso?
Então passe no New Tork Times para ler um artigo sobre livros de ficção científica e os desafios na hora da tradução.
“Sometimes a tentacle is just a tentacle.”

O título é Cthulhu Meets Godzilla.

A garota de Cassidy

March 7th, 2007

Terminei ontem o livro A garota de Cassidy, de David Goodis. Ele foi um grande autor noir, nesse livro nem aí para a polícia e totalmente centrado nos guetos e nas bebedeiras. O título original é Cassidy’s Girl.

Me chamou atenção logo no começo do livro que Cassidy fica mais de três quartos de hora esperando por alguém. O bom e velho quarenta e cinco minutos em português fluente.

Do livro faz que não vê

January 31st, 2007

Faz tempo que não tiro nada de livro. Essa é uma boa oportunidade. Aliás, o livro vale uma leitur!

“Busque uma tradução para a palavra scalper. Escalpador, por exemplo. Aquele que arranca o couro cabeludo do adversário, ou inimigo, como faziam as tribos americanas. E, por extensão, quem tira a pele dos outros, no sentido de espoliar. Usa-se para designar quem obtém lucros rápidos com a compra e a venda de alguma mercadoria, como ingressos para espetáculos. Esses nós chamamos de cambistas no Brasil. Poderíamos considerar o doleiro outra espécie do gênero dos escalpadores (…) que faz lucro certo por conta de medos alheios. Mas scalper mesmo, na versão contemporânea, é um bicho que ataca na bolsa de valores e no mercado aberto de títulos. Compra e vende inúmeras vezes no mesmo pregão no mesmo dia. Não deve dormir aplicado”. - do livro Faz que não vê, um romance policial e político de Altamir Tojal.

Bric-a-brac!

January 8th, 2007

Vamos de New York Times novamente?
Dessa vez, uma reportagem rapidinha falando de LPs e capas de LPs transformados em arte. Tem a imagem de um vaso de flores feito com um LP que vai fazer os colecionadores espumarem de raiva. E também tem LPs usados como quadros na parede.

O título da reportagem brinca com a música do Pink Floyd  - Another brick in the wall e se chama Just another bric-a-brac in the wall.  Brick, todo mundo sabe, é tijolo, e pode ser usado também como verbo. BRIC em maiúscula é a sigla referente ao Brasil, Rússia, Índia e China, teoricamente as futuras potências mundiais (a previsão é para 2050). Hoje em dia já se cogita mudar para RIC e tirar o Brasil e seu crescimento pífio da jogada. Já bric-a-brac não tem nada a ver com política e sim com bibelôs. São pequenos ornamentos, essas decorações misturadas que possuem mesmo é valor sentimental e ornamental. Se os LPs continuarem a ganhar status cult no mundo da música digital, logo logo o valor sentimental vai gerar uns bons trocados para os donos.

Internet, ferramenta de trabalho.

December 11th, 2006

Esse papo de mundo globalizado já deu o que tinha que dar, mas abrindo o La Nación de hoje encontrei uma reportagem sobre… um tema que aqui foi discretamente deixado de lado:
 ”Gobierno pide apoyo ciudadano para rápida aprobación de reforma previsional - Mientras senadores oficialistas “díscolos” recalcan que se debe profundizar la propuesta legal, ministra del Sernam pide una pronta discusión de la iniciativa”.

“Tal como se esperaba, la presentación del proyecto de ley que reforma el sistema de pensiones que realizó la Presidenta Michelle Bachelet el viernes pasado, dejó disconformes a muchos sectores. Mientras la UDI y los representantes de la AFP salieron a defender el negocio -cuestionando la eliminación de la comisión fija, la licitación de cartera de afiliados y la autorización para que entren otros actores al sistema-, organizaciones sociales y legisladores “díscolos” de la Concertación critican la poca “profundidad” de la reforma”.

Mais uma Googada (ou será googlada?) e…

En su programa, Michelle Bachelet plantea que los cambios al sistema previsional serán “la principal reforma social que impulsaremos en el próximo Gobierno”, debido que, a 25 años de la implantación del actual esquema de capitalización individual, no se ha cumplido con la promesa de resolver, al menos, tres de los problemas que se plantearon entonces: el bajo valor de las pensiones, la baja cobertura de los trabajadores independientes y el desfinanciamiento del sistema. La evidencia disponible hoy indica que esas promesas no se han cumplido”.

Mais fácil impossível, certo?

E isso porque acordei com uma música do Pato Fu na cabeça:

“Quem mexe com Internet fica bom em quase tudo, quem tem computador não precisa de estudo”.

E tem gente que acha que as previsões de um futuro Cyber Punk não se realizaram.

Ah! Reforma de lado, Internet é com maiúscula.